Negligência, imprudência e imperícia, a coalizão da desgraça...

As imagens são chocantes, mas o caso ocorrido em Florianópolis precisa ser de conhecimento público. Por favor ajudem a divulgar o Blog da Helídia Mayer..

Minha Dogão: A transfusão - dia 8 de setembro: Como eu falei antes, troquei a Dorothy de clínica: Atitude mais acertada de toda a minha vida. Assim que cheguei na nova clínica, a "Veteri...

Frenchies, seu gosto simples e mais um verão…

Foi pensando nisso que a Lisandra Krummenauer (cá pra nós, paisagista de mão cheia…) , Canil Masllov, idealizou e realizou o “ Oásis Frenchólico”.
Então, como eu ia dizendo frenchies amam a simplicidade, mas nada que uma mega piscininha no melhor estilo Dubai não resolva…
Preparem seus babadores as imagens são de encher os olhos!
                                         
                                      Post piscina dia 1

Foram fixadas tiras antiderrapantes nas escadas externa e interna para dar maior segurança.

Descobrindo a piscina

Eis que começam a chegar os bulldoguinhos de vida simples…
Post Qdam piscina











Aquela refrescadinha básica na buzanfa, afinal ninguém é de ferro…

Post Diego na piscininha


Ok, uma pose para a paisagista, mas vai rápido que agora tô ocupado…








Post Piscina dia 2,
                                                                                                
Galera reúnida pegando peixinho…

Qdam piscina e Bibi


A poderosa Bibi, musa do Masllov Club…

 Suffi na piscina

Suffi a musa mirim, mas não menos poderosa, curtindo a vida no maior estilo...

Para você que, assim como nós, não tem uma piscina dessas não esquente, ok? Acomode a velha banheirinha de plástico na laje e relaxe. O importante é se refrescar :))

Sacudindo




















Vovô Boyd mostrando que a terceira idade também sabe curtir as boas coisas da vida.


Seguindo a tendência de oferecer mais carinho. conforto e diversão aos cães o Daniel Comporto Montero, Clínica Faro Fino, também compartilhou conosco as imagens de seus frenchies se divertindo na piscina. Alegria dos orelhudos:)


 
Agradecimentos:
Aos queridos amigos Lisandra e Gérson, proprietários do Canil Masllov, por compartilharem essas imagens lindas conosco;
Ao Daniel Comporto Montero, Clínica Faro Fino , e seus frenchies.

Sirley Vieira Velho

Eu, meu frenchie e seu hipotireoidismo.

O hipotireoidismo em cães se apresenta com grande amplitude de sintomas e de diferentes formas. Ele pode ser tanto ocasional como genéticamente herdado. Mesmo cães eutireóideos (aqueles cuja tireóide funciona normalmente) poderão ter filhotes acometidos. Portanto criadores e veterinários comprometidos precisam conhecer muito bem os sintomas desse mal que atinge um número cada vez maior de Bulldogues Franceses.


Para alertar o quanto o hipotireoidismo é pouco conhecido abrimos o blog para o triste relato de uma amiga e proprietária de dois frenchies.
Com a palavra Gabriela Schmitz

São Francisco rogai por nossos animaizinhos e por todas as criaturas de Deus.


Encantei-me por esse frenchie logo que nasceu. Nunca manifestei meu desejo de tê-lo, pois na época, não tínhamos a intenção de adquirir outro BF (não por falta de vontade). Acompanhei seu crescimento até ele ser encaminhado ao seu novo proprietário. Oito meses após seu nascimento, ficamos sabendo, através da criadora, que ele estava à procura de um novo lar, pois seu atual proprietário iria devolvê-lo. Foi uma surpresa muito grande, pois na hora lembrei-me do bebezinho lindo por qual havia me apaixonado meses atrás. Eu estava obcecada com a idéia de tê-lo e em dar um lar onde ele pudesse ser amado e ter uma vida feliz e com dignidade. Depois de muitos email’s trocados, enfim, ele seria nosso.



Começamos a preparar a casa e as meninas (uma Bulldog Francesa, Dalila e uma Bull Terrier, Sophia) para a chegada de nosso menino e em 48h ele estava aqui. Veio de Salvador à Balneário Camburiu por uma Companhia Aérea. Estava ensopado de xixi e chorei ao vê-lo, de emoção, de alívio por ter chego são e salvo, e de pena. Como alguém pôde “devolver” uma criaturinha tão frágil? Emociono-me ao escrever, pois ele é um bebê que nunca esboçou alguma birra. É um anjinho...



French&bull
Nossa Bull Terrier o recebeu como filho. A BF, o “engoliu” no início.

Sempre soubemos que havia algo errado. Na primeira semana quando voltávamos para casa ele não acordava. Chegamos a pensar que ele pudesse ter algum problema auditivo, mas logo percebemos que também não reagia a estímulos: não brincava, pouco andava e o que mais nos preocupou era que ele dormia sentado ou muitas vezes em pé até cambalear, assustar-se e voltar a dormir sentado.

Cansado2
Insuficiência cardíaca e derrame pleural o impedem de deitar-se.
Percebemos que teríamos um grande trabalho psicológico a realizar com ele, mas já sabíamos que não pararia por aí e que seus danos fisiológicos poderiam ser mais graves, pois já dava indícios. Tive receio de que ele pudesse ter algum dano cerebral e como não sabíamos o que havia acontecido nos sete meses em que esteve com seu proprietário anterior, ficava difícil sugerir algo. Supunha que maltratado ele não havia sido, pois não tinha medo de humanos simplesmente era indiferente a eles, a nós. Então, começou nossa saga pelos vets. Logo o levamos a um ortopedista para fazer uma radiografia de suas perninhas posteriores, pois andava e dormia com as perninhas abertas. As patas dianteiras eram viradas, a ponto de termos de usar sapatinho em uma delas, pois machucavam com facilidade.

Patinha
A doença causa disturbio na marcha fazendo com que ele arraste as patas fazendo escoriações crônicas no dorso dos dedos
DSCN0201
Não dorme, não deita, não descansa e regurgita com frequencia. Quase um zumbi!

Em resumo, aos nove meses ele estava com um diagnóstico de displasia coxofemoral bilateral e, pasmem, já com data marcada para a cirurgia. Não me conformei. Enviei as radiografias para a criadora (foram analisadas por especialistas na Espanha) e as mostramos para um colega nosso ortopedista de humanos há 30 anos. Logo, percebi o quanto absurdo era o laudo, mesmo porque, só deve ser definitivo após os 24 meses, segundo a medicina veterinária. Não havia sinal de displasia, e isso era bem evidente.

Depois de percorrer vários vets, e nenhum entender a real dimensão do problema, encontramos a Dra. Dalila. Foi um sopro de esperança, pois se dedicou a entender melhor a raça especificamente. Foi na época em que suspeitei que meu frenchie tivesse megaesôfago, pois regurgitava praticamente em todas as refeições. Até então, nenhum veterinário sabia o que era e esquivavam-se nas tentativas de sugerir algo. A contragosto resolvemos fazer um teste e trocar a Alimentação Natural (usada há três anos aqui em casa) por ração (Eukanuba) e tudo piorou. Ele regurgitava muito e por duas vezes engasgou e quase o perdemos (não gosto nem de lembrar).


Quando o levei até a Dra. Dalila, ele estava magro, fraco e até a água que bebia voltava.

Magreza

Estávamos desesperados e eu o estava alimentando em porções pequenas, cinco a seis vezes ao dia (AN), o segurando no colo e em posição ereta (como manda o figurino, pois acreditei tratar-se de megaesôfago). Tentei elevar o pote de comida, mas ele devorava, então dando na boca, conseguia administrar melhor suas refeições. Isso foi em janeiro, e ele estava com 14 meses. A radiografia, sem e depois com contraste, não mostrou megaesôfago, mas sim uma estenose traqueal sugestiva que poderia estar dificultando sua respiração enquanto comia, líquido no pulmão, além de uma hemivértebra. Até aí tudo bem, se ela não estivesse tão comprimida, a ponto de formar uma pequena deformidade em sua coluna que se percebe a olho nu. Na época, ele passou a tomar condroitina todos os dias na tentativa de reverter à estenose traqueal. Continuei o alimentando e segurando no colo (muitas vezes até ele dormir). Aos poucos foi melhorando, mas ainda regurgitava, e o pior, de madrugada. Nos revezamos para dormir durante dois ou três meses.

Foi quando ouvi falar, em um programa de TV, de refluxo gastresofágico. Neste dia passei 16 horas pesquisando na net. Tirei a gordura da alimentação dele e fui o adaptando a alguns hábitos alimentares de quem sofre do mal. Ele parou de regurgitar por certo período. Nunca fiz o exame para ter certeza de que se tratava de refluxo gástrico, pois deve ser por endoscopia, o que seria impossível para um cão com os problemas respiratórios que ele apresentava. Chegamos a suspeitar também de hérnia de hiato, pois seus sintomas são muito parecidos com os sintomas do refluxo gastresofágico. Mas eram somente suspeitas não confirmadas.
Cabeça2
Cabeça grande, desproporcional ao corpo. Olhar vago e indiferente a tudo.


Nosso bulldoguinho vinha tendo altos e baixos. Melhorava, piorava e assim ele foi vivendo, mas certamente não seria por muito tempo, pois apesar de todo o nosso cuidado já não sabíamos mais o que fazer em relação a sua alimentação. Foi quando enviei um email a Sirley do Canil Skonbull perguntando sobre as vantagens e desvantagens de castrar nossa BF fêmea. Não tínhamos a intenção de cruzá-la, apesar de ser linda e saudável, enfim, nunca foi nosso propósito, mesmo tendo um casal quando o adquirimos. Confiava muito na opinião da Sirley quanto à castração, pois, sempre soubemos o quanto ela e seu esposo Evandro amam e cuidam de seus cães. Neste email comentei, nas entrelinhas, o caso de nosso novo frenchie, na época já com um ano e meio de idade. Logo no início, sua primeira suspeita foi o Hipotireoidismo. Esta suspeita foi confirmando-se na troca de informações e nos relatos que fazia dele. Nenhum, nenhum veterinário sequer havia sugerido hipotireoidismo. Ficamos pasmos!!! Esta é a palavra mais apropriada para ser usada aqui.

Brincando de estátua. Brincando? Opa! Esse era o seu dia-a-dia até ser diagnosticado :(


Colocamos nossa veterinária em contato com a Sirley e de criadora e bioquímica para veterinária, encontraram o melhor caminho para chegar ao tratamento adequado para nosso pequeno. Milagrosamente um vet rendeu-se aos conhecimentos de quem cria, conhece e ama incondicionalmente a raça.

Foi solicitado um exame de sangue para confirmar o diagnóstico suspeito, mas o resultado foi normal. Os sinais eram muitos por isso o sangue foi colhido novamente, desta vez encaminhado para um laboratório de humanos. Fiquei surpresa ao saber que o laboratório não iria processar o exame porque a amostra estava hemolisada. A amostra foi colhida da mesma forma que a primeira e a partir daí concluímos que o primeiro resultado estava errado. É incrível como alguém envolvido nesse tipo de atividade pode concluir um laudo sem o menor conhecimento dos detalhes e sem o menor respeito, cobrar sem ao menos pedir nova amostra. O cúmulo da falta de profissionalismo merecia PROCON.

Mas por orientação da Sirley, em acordo com Dra Dalila, começamos o tratamento com a reposição hormonal, que é sugerido como forma de diagnóstico, no dia 06 de agosto – nunca esquecerei esta data. Um dia após a primeira dose, já no domingo, ficou nítido e claro o efeito. Ele desinchou e parecia evidente seu aumento de energia. Não acreditamos, pois não estávamos esperando uma melhora tão brusca, e que, vem acontecendo, dia após dia. Ele começou a receber um sopro de vida e a cada dia nos agradece mostrando-se um novo cão, com novas habilidades. Seu olhar é outro e o que mais me impressiona é que nossa BF fêmea, que nunca havia dado bola para ele, passou a interagir como nunca. É como se ela dissesse: "Agora você pertence ao grupo!"
lingua

Logo no início do tratamento, a Sirley postou em seu blog - http://skonbull.blogspot.com/2011/08/hipotireoidismo-bulldog-frances-nanismo.html - o apanhado de informações mais completo que já havia lido sobre a doença. A cada tópico que lia me perguntava como ninguém, criador ou profissional da saúde animal, havia o diagnosticado antes. A cada linha lida, ficava mais evidente a confirmação do Hipotireoidismo Congênito dele. Eu simplesmente lia a descrição de nosso bebê, sem tirar nem pôr, inclusive seu baixo peso. Na maioria dos casos, o hipotireoidismo está associado ao ganho de peso. No caso do meu frenchie foi o contrário. Ele não ganhava peso e quando conseguíamos fazer isso eventualmente, ele perdia o peso com facilidade. Isso se deve ao fato de, em alguns dos casos, o cão acometido pela doença pode ter sérias complicações digestivas, como foi o caso dele.

Hoje, um mês e meio após o início do tratamento, como a Sirley dizia, temos outro cão. Hoje, ele interage com nossos dois outros cães, demonstra maior interesse nas pessoas, está mais alerta, mais esperto, nunca mais teve crises de apnéia a noite, não dorme mais sentado como sempre fez. Ainda regurgita eventualmente, mas são casos isolados, quando come com muito entusiasmo, com muita empolgação. Seu pêlo, que antes se destacava com grande facilidade parou de cair, está macio e com o brilho que nunca teve. Sua trufa está impressionantemente menos ressecada. Antes, tínhamos que passar vaselina a cada duas semanas e retirar a pele morta com uma esfoliação, pois em cima do narizinho dele, formava-se uma camada grossa, espessa e dura praticamente do dia para a noite. Seu olfato está mais apurado e enfim, hoje nosso bebê está com aquela carinha que só um BF sabe ter, seus olhos estão vivos, espertos e alertas, completamente diferente do cão com o qual convivemos por 10 meses: carinha inchada, olhar triste e cansado.

O tratamento dará respostas ao longo do tempo e será eterno, mas o fato de hoje, poder ter esperança em relação à saúde dele, isso não tem preço. Fico muito triste e completamente INDIGNADA com o que acontece com a criação no Brasil. Cães importados, sem certeza do histórico da linhagem, vêm fazendo cruzas múltiplas aqui no país. Um número cada vez maior de cães morrendo por diversos fatores, filhotes e mais filhotes, anomalias sendo vendidas a preço de ouro. Não gosto de pensar onde isso vai parar.Tudo isso por um só motivo: R$!!! Nada me convence do contrário. Aprimorar a raça (talvez fosse uma resposta)??? Não nestas condições.

Meu cão já foi diagnosticado com displasia, já teve suspeita de megaesôfago, refluxo gastresofágico, já "quase" virou estrelinha por pelo menos quatro vezes. Todas estas suposições foram descartadas depois do diagnóstico de hipotireoidismo. O sofrimento dele até então, seus graves problemas respiratórios e cardiovasculares, seu déficit mental, o fato de ficar constantemente com a linguinha para fora,... enfim... Tudo isso poderia ter sido evitado se ele tivesse tido tratamento desde que nasceu. Como isso seria possível? Conhecendo o histórico dos cães que estão reproduzindo ou então, quem sabe, suspeitando, indagando...

Macroglossia e estrabismo

No momento, indignação é o que sinto além de um imenso alívio por poder estar tratando meu cãozinho a tempo.Agradeço todos os dias pelo fato dele estar conosco. Acredito piamente que se ele não tivesse vindo para nós, já teria virado estrelinha. Hoje ele está bem melhor, mas nunca será um cão normal em função de seu tratamento não ter começado na época devida. Mas como diz a própria Sirley: “Quem não gostaria de ter um eterno bebê em casa?”

A cinofilia me enoja. Me enoja ainda mais o que estão fazendo com os BF's em nosso país. Já estou chamando isso de enriquecimento ilícito. Deveria dar cadeia!! Tive um enorme desgaste emocional e finaceiro, noites sem poder dormir, perda da confiança nos criadores, precaução em relação a veterinários pretensamente engajados na saude do animal, especializados somente em $$$ e em nos trazer o conforto e a ilusão de tratamento. Espero realmente que a cinofilia e a medicina verterinária possam um dia resgatar a beleza e grandiosidade de seu fim!


De frenchies iguais ao meu, estamos cheios por aí. A diferença é que não ficamos sabendo deles. Mas eles estão ou "estiveram" aí, e são cães especiais, que precisam de cuidados especiais. Continuarão aparecendo, a cada dia mais. Alguns criadores cansam deles e aderem à frase: "Vendo TODO o meu plantel... machos e fêmeas de excelente linhagem...."
Seremos eternamente gratos a Sirley, criadora de Bulldog’s Franceses e a pessoa que consideramos um anjo para todos os BF’s. Quem a conhece e seu comprometimento com a criação, saberá certamente o quanto tenho certeza disso. Jamais haverá palavras para expressar nosso agradecimento e só posso afirmar que tudo que ela fez por nós e pelo nosso bebê, foi puramente Por Respeito à Vida!



Em momento algum, pensamos em adquirir a Dalila e nosso menino com o objetivo de criação. Obviamente, o pedigree dele é um belo "cartão de visitas", mas não foi por isso que o quis tanto. Às vezes, sou obrigada a acreditar que foi obra do destino.
Trufa

Esta semana ouvi a seguinte frase: “Nem sempre temos o cão que gostaríamos de ter, mas certamente, temos o cão que precisaríamos ter”. Agradeço todos os dias por te-lo em nossas vidas. Nossa experiência com ele nos tornou pessoas melhores. Ele nos faz querer ser pessoas melhores.

Gabriela Schmitz
Arquiteta e Mãe de Cachorro.

P.S.: Espero ter ficado claro que a intenção da postagem não foi ofender ninguém. O único objetivo é tão somente alertar e informar.
Peço a Deus que confira humildade e sabedoria às pessoas que tem como privilégio serem formadoras de opinião ou que tem sobre os seus ombros o direito de tratar ou simplesmente induzir à resignação. Espero que possam buscar melhorar cada dia mais, não abandonando e nem deixando que o óbvio passe despercebido como fruto da desinformação ou do simples desdém.

Verão Em Cartaz

Todos os links do verão em um só lugar, porque amigo é coisa pra se "guardar"...
" Quando a gente ama é claro que a gente cuida...." Caetano Veloso


Ofereça ao seu cão muita sombra e água fresca e acesse os links a baixo.Tudo o que você precisa saber sobre os efeitos nocivos do calor sobre seu cão: hipertermia, rabdomíólise, diferença entre intermação e febre, primeiros socorros em casos de hipertermia, como evitar acidentes no verão e muito mais.
                                          Quem sabe bem cuida melhor...


1- Hipertermia, quando sua atitude pode determinar a vida de um cão.


2- Refresque o verão de seu cão.


3- Hipertermia não é febre.



Antes de optar por um cão de raça pura considere suas características físicas, temperamento, necessidade de exercícios e aspectos ligados a saúde e cuidados. Um animal é e será sempre dependente. O convívio prazeroso entre vocês se condiciona a sua disposição em atender à demanda do cão.
Você sabia que um cão bem tratado pode ultrapassar 15 anos de vida? Adotar é um compromisso de longo prazo, pense nisso!


Sirley Vieira Velho
www.skonbull.com

Seja gentil, seja coerente correto: cite a fonte original sempre :)

Hipotireoidismo, Bulldog Francês, Nanismo e Outros Bichos

Os hormônios são mensageiros químicos endócrinos que coordenam as atividades das células tecidos e órgãos. Esses mensageiros possuem receptores em órgãos alvo específicos. Nenhum orgão alvo é atingido de forma suave ou discreta pelos hormônios tireoideanos. Eles afetam virtualmente todos os tecidos do corpo. Devido a suas características lipofílicas eles atravessam a barreira da membrana citoplasmática ligando-se a receptores intracelulares. Constiuem o principal determinante de todo o metabolismo basal além de exercerem outros efeitos. (20)
"De todos os problemas que podem afetar a saúde física e mental, nenhum é mais comum que os distúrbios da glândula tireóide. Nenhum é mais fácil ou barato de tratar e corrigir. Em compensação nenhum passa com tanta frequência sem diagnóstico ou tratamento por nunca ter sido sequer cogitado" (10)
A tireóide e a ação de seus hormônios

regulação tireoide
Fonte: Guyton Fisiologia Médica

A tireóide é uma das maiores glândulas endócrinas. Localiza-se logo abaixo da laringe e ocupa as regiões laterais e anterior da traquéia.
Ela secreta os dois principais hormônios responsáveis pela taxa metabólica do organismo: a tiroxina, ou T4, e a triiodotironina, ou T3. A quantidade de hormônios tireoideanos circulantes é mantida por mecanismos de feedback através do hipotálamo e da hipófise anterior. A hipófise irá secretar a tireotropina ou TSH (hormônio estimulador da tireóide) cuja taxa de secreção é controlada pelo hipotálamo. Ele estimula a hipófise pela secreção do TRH (hormônio liberador de tireotropina).
A ausência completa de hormônios tireoideanos pode fazer com que o metabolismo basal caia entre 40% a 50% de sua taxa normal. Em contra partida condições que elevem a secreção desses hormônios podem aumentar a taxa metabólica basal entre 60% a 100%.
“Fazendo uma analogia com o motor de um automóvel esse hormônio faz a função do acelerador....” E.L. Dupont
Frio e Frenchies
“Um dos exemplos mais bem conhecidos para o aumento na secreção do TRH e, portanto, de TSH é a exposição de um animal ao frio. A exposição de ratos ao frio intenso aumenta a secreção de hormônios tireoideanos em até mais de 100%.”(21)
Desde o período embrionário e durante toda infância e adolescência os hormônios tireoidianos estarão diretamente ligados ao crescimento dos tecidos e esqueleto. Durante a primeira metade gestação o feto se desenvolve recebendo hormônios tireoidianos da mãe (1,13)

De que forma agem os hormônios tireoideanos .

TSHjpg
Fonte Guyton, Fisiologia Médica

Aumentam o fornecimento de energia
Uma das principais atividades do T4, é aumentar o número e atividade das mitocôndrias. Assim eleva-se a produção de trifosfato de adenosina (ATP) que fornece energia para todas as funções celulares. Os hormônios tireoidianos em quantidades fisiológicas são anabólicos. Agindo em conjunto com o hormônio do crescimento e a insulina eles estimulam a síntese protéica reduzindo a eliminação de nitrogênio.

Incrementam o transporte ativo e passivo de íons através das membranas celulares.
A enzima sódio-potássio-ATPase tem sua atividade aumentada pela ação dos hormônios tireoideanos. Esse mecanismo utiliza energia elevando a quantidade de calor produzido no organismo.

Metabolismos de carboidratos

Estimula o metabolismo promovendo a captação rápida de glicose. Aumenta a taxa de absorção pelo trato gastrointestinal. Incrementa a glicólise e a gliconeogenese. Aumenta até mesmo a secreção de insulina.

Efeito sobre os lipídeos.
Mobiliza lipídeos do tecido adiposo reduzindo o acúmulo de gordura. Reduz as concentrações de fosfolipídeos e triglicerídeos no plasma. Reduz a concentração de colesterol no plasma aumentando sua secreção através da bile e promovendo sua perda nas fezes.
A diminuição na concentração dos hormônios tireoideanos aumenta as taxas de colesterol e triglicerídeos. Esse efeito está intimamente ligado a aterosclerose grave e está associado a esteatose hepática (depósito excessivo de gordura no fígado).


Manifestações respiratórias do hipotireoidismo


O aumento na taxa metabólica aumenta o consumo de oxigênio e por conseguinte a frequência respiratória.
No hipotireoidismo ocorre fraqueza dos músculos respiratórios, diafragmáticos e intercostais devido a redução na proporção das fibras musculares. Isso é causado tanto pela miopatia quanto pela neuropatia. A condição é totalmente revertida com o tratamento. Também pode ocorrer derrame pleural além de derrame pericárdico e ascite.
A apnéia obstrutiva cujos possíveis mecanismos seriam o estreitamento das vias aéreas pelo aumento do tamanho da língua e edema mucinoso (mixedema) da faringe e laringe é comum.
As manifestações respiratórias do hipotireoidismo tornam difícil o diagnóstico diferencial com as da síndrome braquicefálica por se sobreporem.

As manifestações neurológicas do hipotireoidismo

  • Ataxia cerebelar: o cerebelo coordena a dinâmica da marcha. No hipotireoidismo congênito (cretinismo) o cerebelo tem seu desenvolvimento comprometido refletindo-se no atraso no inicio da deambulação no filhote, andar vacilante e alterações no equilíbrio.
  • Neuropatia periférica tendo pouca correlação com a intensidade do hipotireoidismo está intimamente ligada à sua duração. Ocorre a diminuição dos reflexos profundos (p.ex. reflexo patelar) e um retardo no relaxamento muscular resultando em marcha “dura” ou “cão batendo tambor”.
  • Miopatia: é comprometimento muscular em diversidade de formas. Costuma manifestar-se como atrofia, mialgia, rigidez ou fraqueza muscular.
Outras manifestações neurológicas incluem: 

 
Sonolência extrema em Bulldog Inglesa de  4 anos com hipotireoidismo(vídeo gentilmente cedido por Fabiana Guerreiro)
  • Diminuição da visão, que pode melhorar com a reposição hormonal.
  • Perda auditiva neuro-sensorial, geralmente reversível com o tratamento.
  • Apnéia do sono.
  • Sonolência extrema.
  • Intolerância ao frio
  • Anosmia (redução do olfato)
  • Convulções e eplepsia . Especialmente no hipotireoidismo congênito, quando as taxas de de hormônios tireoideanos encontram baixa durante o desenvolvimento do índivíduo, os danos cerebrais podem se tornar permantes.
  • Devido à depressão simpática e muscular a capacidade de ofegar para manter a temperatura mostra-se diminuída. Esses animais apresentam reduzida tolerância ao calor podendo morrer facilmente quando expostos a condições adversas.

Manifestações cardiovasculares do hipotireoidismo


As principais alterações cardiovasculares que ocorrem no hipotireoidismo são:
  • Diminuição do débito cardíaco e contratilidade do músculo cardíaco.
  • Diminuição da freqüência cardíaca e aumento na resistência vascular periférica.
  • Manifestações de insuficiência cardíaca como dispnéia, intolerância ao exercício, edema ou anasarca.
  • Dislipidemia é comum no hipotireoidismo. Os achados mais comuns são elevação sérica do colesterol total e da lipoproteína de baixa densidade (LDL).
As mudanças na função cardiovascular do hipotireoidismo respondem bem à terapia de reposição com T4 .


Manifestações cutâneas do hipotireoidismo

Manifestações cutâneas em um frenchie com hipotireoidismo




O mixedema se desenvolve na ausência quase total dos hormônios tireoidianos. Quantidades aumentadas de ácido hialurônico e sulfato de condroitina ligados a proteínas formam um excesso de gel tecidual no interstício. Esse gel é inerte e com isso o edema não forma o sinal do cacifo, é o edema duro ou não depressível. Acomete as pálpebras, região sob os olhos e face em geral.
O hipotireoidismo provoca atrofia da epiderme e queratinização anormal devidos à redução da síntese protéica, da atividade mitótica e do consumo de oxigênio. A hiperpigmentação cutânea pode ocorrer tanto em cães como em humanos. Pode ocorrer atrofia das glândulas sebáceas conferindo pele seca ou escamosa.
O processo de crescimento dos pelos depende dos hormônios tireoidianos. Na sua ausência os folículos pilosos não entram na fase anágena ou de crescimento. Eles permanecem em repouso, fase telógena. Assim os pelos que caem demoram a crescer. A pelagem pode assumir aspecto seco e fino (quase lanoso em algumas áreas); sem brilho; o pelo se desprende facilmente, a queda pode ser acentuada e podem ocorrer alterações na coloração da pelagem com aspecto salpicado.
A alopecia pode estar presente em até dois terços dos cães afetados. Algumas raças não são afetadas pela alopecia do flanco e tronco, ao passo que outras parecem ser mais suscetíveis. Geralmente é simétrica e bilateral. É observada especialmente em áreas de atrito como axilas, tronco, região ventral e pescoço. Também é comum na região perineal, dorso da cauda (cauda de rato) e massa de focinho, geralmente poupando os membros. Essa perda de pelos costuma ser não pruriginosa, a menos que se apresente associada à seborréia ou dermatite.

Manifestações gastrointestinais
  • Diminuição da motilidade intestinal e contipação.
  • Excesso de proliferação bacteriana no intestino delgado pode levar à diarréias.
  • Diminuição do paladar.
  • Doença celíaca dentre outras.
Reprodução e sintomas gênito-urinários

  • Poliúria e noctúria
  • Em machos a fertilidade e libido costumam estar preservadas.
Algumas controvérsias quanto à preservação da fertilidade das fêmeas são apontadas, no entanto são unânimes as observações quanto a:
  • Anestro prolongado.
  • Sangramento abundante no cio ou cio silencioso.
  • Distocia.
  • Galactorréia em fêmeas virgens.
  • Maior incidência de abortos.

Hipotireoidismo congênito e em animais jovens

Em humanos 1/2000 a 1/4000 recém nascidos apresentam hipotireoidismo congênito, variando conforme grupos étnicos(2). Cerca de 85% são considerados casos esporádicos, a maioria resultado de agenesias da tireóide. Apenas 15% são de orígem hereditária, resultando em erros inatos na síntese dos hormônios tireoideanos. A prevalência, considerada alta e imprevisível, justificou a realização do teste do pézinho, de acesso gratuito, em todo âmbito nacional. Uma vez diagnosticado inicia-se a reposição hormonal, em doses variáveis de acordo com as necessidades individuais, garantido o desenvolvimento neuropsicomotor normal.

Hipotireoidismo congenito

Fonte:MIchael Chaer-Clinical Medicine of the Dog and Cat

Hipotiroidismo Sch
Schnauzer Gigante: irmãs de ninhadas com 8 meses de idade. A cachorrinha da direita apresenta hipotireoidismo congênito(cretinismo). Fonte: Richard W. Nelson-Medicina Interna de Pequenos Animais

Conheça a história de Cooper, um Golden Retriver que foi um anãozinho até os 6 meses de vida, quando foi diagnosticado com hipotireoidismo congênito e inicou seu tratamento. Apesar de ter pedigree full AKC os vets chegaram a sugerir que ele fosse um mix entre Pomerânia e Golden Retriever . Aos 18 meses ele é um lindo cão de aproximadamente 25 kg .





A incidência de hipotireoidismo em cães é estimada em 1/156 a 1/500 e depende muito dos critérios utilizados para o diagnóstico (7).
Algumas raças são apontadas como predispostas ao hipotireoidismo congênito como Rat Terrier, Cão D'Água Espanhol, Malamute do Alasca, Boxer e Schnauzer Gigante.
O hipotireoidismo primário costuma acometer animais adutos entre 4 e 10 anos de idade. Raças apontadas com predispônencia: Labrador, Golden Retriver, Dachshund, Setter Irlandês, Bulldog Inglês, Chow Chow, Cocker Spaniel, Schnauzer miniatura, Dog Alemão, Poodle, Pastor de Shetland, Terra Nova, Wolfhound Irlandês, Airedale Terrier, Afghan Hound dentre outras.

Causas de hipotireoidismo congênito e a função tireoideana

T4 livre
TSH
Hipotireoidismo congênito
Disgenesias de tireoide (ectopia, aplasia ou hipoplasia) Baixo Alto
Erros inatos na síntese de tiroxina Baixo Alto
Hipotireoidismo central Baixo Normal ou Baixo
Hipotireoidismo Transiente

Mediado por anticorpos anti-tireoidianos maternos Baixo Alto
O T4 materno é capaz de atravessar a barreira placentária tornando a vasta maioria dos afetados pelo hipotireoidismo congênito assintomáticos ao nascimento.


Filhotes de mães com taxas hormonais insuficientes ou baixas podem ter o desenvolvimento neurológico comprometido, ainda que não apresentem sintomas clássicos do hipotireoidismo ao nascimento.
No hipotireoidismo congênito grave os filhotes não crescem, não mamam, não choram e são propensos ao óbito precoce. Talvez por essa razão a maioria dos autores se refira a ele com um evento raro em cães (1, 7, 23,24).

Sinais e sintomas comuns(1,3, 7,8,9)

  • Ao nascimento o tamanho filhote geralmente é normal, mas o peso pode estar um pouco aumentando em relação aos irmãos de ninhada (o gordinho e fofinho da ninhada).
  • O perímetro cefálico pode estar aumentado. A cabeça mostra-se aumentada e desproporcional ao corpo à medida que se desenvolve.
  • Ausência das epifises no joelho é mais comum em machos do que em fêmeas. A radiografia pode mostrar epífises pouco desenvolvidas ou de fechamento retardado, crânio curto e largo (próprio dos braquicefálicos), vertebras encurtadas e espinha bífida(17)(16).
  • Letargia
  • Ausência de choro ou choro rouco.
  • Problemas para mamar (cansaço fácil, falta de voracidade)
  • Constipação
  • Macroglossia
  • Hérnia umbilical
  • Fontanela alargada
  • Hipotermia
  • Hipotonia, diferentemente dos irmãos de ninhada.
  • Ao exame neurológico, após poucos dias de vida, o filhote apresenta fraqueza e poucos reflexos. No entanto os reflexos também podem estar aumetados havendo tremores ou espasmos musculares (semelhantes a convulção) (3).
  • Raramente há o desenvolvimento de bócio no hipotireoidismo congênito é o caso do Fox Terrier .
  • Raças como o Schnauzer Gigante, Boxer e o Veadeiro Escocês parecem ser acometidas pela forma secundária ou terciária de hipotireoidismo. Os filhotes afetados atingem tamanho e desenvolvimento psicomotor normal com o tratamente precoce (28). Seria esse o caso também do do Bulldog Francês?
  • Histórico de morte precoce e manifestações semelhantes às descritas no pai e ou mãe do cão, haja vista que essa doença pode ter transmissão hereditária.
A partir da terceira semana de vida o atraso no desenvolvimento se tornará cada vez mais evidente.
  • Atraso na erupção dos dentes. (7)
  • Déficit mental
  • Estrabismo uni ou bilateral.
  • Link para esta imagem
  • Cópia de EstrabismoA miopatia ocular, embora não reflita necessariamante a função tireoideana, costuma estar presente no hipotireoidismo congênito. (18).

    Frenchie de 21 meses de idade diagnosticado com hipotireoidismo congênito. Complicações digestivas, cardíacas e respiratórias o levaram a caquexia. A magreza pode despistar proprietários e veterinários que acabam não suspeitando de hipotireoidismo.
  • Refluxo, disfagia, náusea, vômitos e regurgitação.(11).
  • O cão tende a engasgar-se com facilidade, o sufocamento e a convulção podem decorrer desse episódio.
  • Edema de face que confere semblante trágico e apático, típico do hipotireoidismo. “A expressão da vaca atolada no banhado…”
  • Edema de mãos são também reportados em crianças. Em analogia alguns cães com hipotireoidismo congênito podem apresentar edema nas patas.(14)
  • Falta de interação com o ambiente é nítida. O filhote não brinca, nem reage a estímulos ou à presença humana. Basicamente dorme e se alimenta com dificuldade.
  • O filhote pouco se movimenta e quando o faz são movimento rígidos, quase robóticos.
  • Conservação da pelagem fina e lanosa de filhote enquanto os irmãos de ninhada já terão trocado a pelagem.
  • Tendência a arrastar as patas (cão batendo tambor) que pode levar à deformidade das unhas e exposição traumática da poupa ungueal.
deformidade de unhas
  • Inclinação da cabeça, como mostrada nas duas fotos a cima, é típica do hipotireoidismo congênito.
  • Intolerância ao frio.
  • A língua pode tornar-se grande em relação ao crânio comprometendo a deglutição e a respiração induzindo a uma respiração ruidosa e característica que pode até mesmo sufocar o cão. Nas raças braquicefálicas, como por exemplo o Bulldog Francês, Bulldog Inglês e Pug, essa condição pode gerar certa confusão com os sinais da síndrome braquicefálica.
  • Normalmente morrem antes que se faça o diagnóstico.
No cretinismo o desenvolvimento esquelético é nitidamente menor que o dos tecidos moles, que tendem a crescer excessivamente em relação ao esqueleto. Com isso o animal ganha uma aparência obesa, estrutura brevilínea e baixa estatura: é o nanismo desproporcional. Nas raças acondroplásicas esses filhotes “cabeçudos” e esteriotipados podem confundir proprietários e veterinários fazendo com que o diagnóstico nunca aconteça.
As manifestações no animal adulto estão associadas à redução do metabolismo basal e incluem letargia, depressão mental (que se reflete na dificuldade de serem treinados para tarefas básicas como o local adequado pra fazerem as necessidades entre outros), fraqueza e perda não pruriginosa de pelos. Não são incomuns as mudanças de temperamento.

Diagnóstico

O diagnóstico do hipotireoidismo se faz através dos sinais e sintomas apresentados pelo animal. Diferentemente de outras doenças que exigem alto índice de suspeição, as manifestações do hipotireoidismo são clássicas: “basta conhecer para reconhecer”. O exame de sangue traz a confirmação bem como classifica o hipotireoidismo. A dificuldade na obtenção de amostras adequadas aos testes laboratoriais para detecção do hipotireoidismo canino pode gerar equívocos postergando a confirmação. Este exame em especial é muito sucetível a pequenos deslizes no manuseio da amostra, inviabilizando completamente o resultado. Um animal doente pode facilmente receber um laudo normal nem sempre contestável.
O exame de sangue confirmatório fica inviável em recém nascidos de raças pequenas. Para salvar filhotes afetados é necessária a avaliação e interferência de profissional experiente para instituir imediata reposição hormonal.
Alguns autores sugerem que o diagnóstico pode ser feito através da reposição hormonal (teste terapêutico), quando não é possível a dosagem de T4 e TSH no sangue, como por exemplo na impossibilidade de obtenção de amostras no caso de filhotes. (22)

Testes de laboratório e o hipotireoidismo.

Avaliação do perfil tireoideano
Os valores de referência variam de acordo com o método utilizado para a análise e a raça.
Avaliação TSH T4 livre
Função hipófise-hipotalâmica normal

Eutireoidismo Normal Normal
Hipotireoidismo primário Alto Baixo
Hipotireoidismo subclínico Alto Normal
Hipotireoidismo em tratamento adequado Baixo Normal
Hipertireoidismo Baixo Alto ou normal
Hipertireoidismo subclínico Baixo Normal
Disfunção hipófise-hipotalâmica

Hipertireoidismo TSH mediado Alto Alto
Hipotireoidismo central Normal ou baixo Baixo ou limite inferior

Alguns achados laboratoriais podem acompanhar o hipotireoidismo tais como:
  • Hipercolesterolemia.
  • Elevação de lipoproteínas baixa densidade (LDL).
  • Elevação de lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL) .
  • Elevação dos triglicerídeos séricos.
  • Elevação da creatinoquinase (CK) fração MM, enzima muscular correspondente ao músculo esquelético.
  • Hiponatremia.
  • Hiperprolactinemia.
  • Hiper-homocisteinemia.
  • Coagulopatias como Von Willebrand podem ter caráter hereditário ou adquirido. O hipotireoidismo e o lúpus eritematoso sistêmico podem levar à forma adquirida tanto em cães quanto em humanos.
  • Anemia.

Prognóstico

É uma condição cujo acompanhamento é muito gratificante para o proprietário. A remissão dos sintomas inicia-se gradualmente após o inicio da medicação. Em cerca de 7 dias se pode perceber os primeiros sinais de melhora no recém nascido. As alterações neurológicas poderão ser permanentes se a falta do hormônio foi duradoura ou ocorreu em momentos críticos do desenvolvimento. Todos os outros sintomas cedem à reposição hormonal em poucos meses. O prognóstico tardio também é excelente. O acesso ao tratamento é facilitado pelo baixo custo do medicamento. O tratamento deverá seguir por toda a vida do animal.
A noção errônea de que cães são carnívoros estritos pode desencadear o hipotireoidismo primário. Se optar por alimentação natural para seu cão convém fazê-lo de forma balanceada e apropriada.

Hipotireoidismo e complicações anestésicas

Um animal com hipotireoidismo severo e não tratado corre riscos ao ser anestesiado tais como parada cardíaca, depressão respiratória trans ou pós operatória, hipotermia e torpor prolongados no pós operatório dentre outros.
Para reduzir riscos, antes de submeter o frenchie a uma cirurgia eletiva, convém avaliar a possibilidade do hipotireoidismo.


“Os apontamentos acima foram baseados em ampla análise da literatura, em nossa formação profissional, vivência com os orelhudos e na troca de experiência com pessoas que valorizam seus cães.”

Sirley Vieira Velho
Seja gentil, seja coerente e correto, cite a fonte original sempre! :)

Referências
1-Johnny D. Hoskins - Veterinary Pediatrics: Dogs and Cats from Birth to Six Months, 3rd Edition- Publisher: Saunders , 2001-03-15

2- Stephen La Franchi- Clinical features and detection of congenital hypothyroidism, Uptodate, Last literature review version 19.1: Janeiro 2011.

3-Jim E. Riviere and Mark G. Papich- Veterinary Pharmacology and Therapeutics , Wiley-Blackwell; 9 edition (March 17, 2009)

4-Dunlop, Robert H and Malbert, Charles-Henri, Eds- Veterinary Pathophysiology Ames: Blackwell Publishing, 2004.

5-Rijnberk, Adam [and others]. Clinical Endocrinology of Dogs and Cats: an Illustrated Text Dordrecht: Kluwer Academic Publishers, 1995.

6-AKC gazette,176

7-John K. Dunn Textbook of Small Animal Medicine Book-Elsevier Health Sciences,Saunders (W.B.) Co Ltd,10 February 1999,London/GB

8-Büyükgebiz A,Congenital hypothyroidism clinical aspects and late consequences.Dokuz Eylül Faculty of Medicine, Department of Pediatric Endocrinology and Adolescence Inciralti, Izmir, Türkiye. atilla.buyukgebiz@deu.edu.tr.

9-Mauceri L, Ruggieri M, Pavone V, Rizzo R, Sorge G.Craniofacial anomalies, severe cerebellar hypoplasia, psychomotor and growth delay in a child with congenital hypothyroidism.

10- Broda Otto Barnes, Lawrence Galton- Hypothyroidism: the unsuspected illness-USA 1976

11- Joseph W. Bartges et al- Handbook of Small Animal Gastroenterology,2003, Elsevier Science (USA).

12- Ain Kenneth , Rosenthal,M. Sara The Complete Thyroid Book, Second Edition (2nd 2010), McGraw-Hill

13- T. Murphy Goodwin,Martin N. Montoro,Laila Muderspach,Richard Paulson,Subir Roy- Management of Common Problems in Obstetrics and Gynecology

14- Walter Siegenthaler -Differential diagnosis in internal medicine: from symptom to diagnosis- Published by Thieme, 2007

15- Thelma Lee Gross -Skin diseases of the dog and cat: clinical and histopathologic diagnosis-2 nd Edition- Blackwell Science Ltd-USA,2005.

16- Charles S. Farrow -Veterinary diagnostic imaging: the dog and cat -Mosby, 2008

17- Ruth Dennis- Handbook of small animal radiological differential diagnosis- Elsevier Health Sciences, 2001

18- Arthur L. Rosenbaum,Alvina Pauline Santiago-Clinical strabismus management: principles and surgical techniques- Philadelphia: Saunders, 1999.

19- Ora Hirsch Pescovitz,Erica A. Eugster- Pediatric endocrinology: mechanisms, manifestations, and management -Lippincott Williams & Wilkins, 2004

20- Lauralee Sherwood- Human physiology: from cells to systems - 7th edition,Cengage Learning, 2008

21- Arthur C. Guyton,John E. Hal- Fisiologia Medica Por l, 11ª Edição, Elsevier / Medicina Nacionais 2006.

22- Jim E. Riviere,Mark -Veterinary Pharmacology and Therapeutics . Ninth Edition"John Wiley and Sons, 2009

23- Larry Patrick Tilley, Francis W.K. Smith - Consulta Veterinária Em 5 Minutos Espécies Canina e Felina -3ª Edição- Editora Manole Ltda- 2008.

24- Michael Schaer -Clinical Medicine of the Dog and Cat, 2nd Edition, Manson Poblishing Ltd 2010

25- Muller, Geoger H. Muller & Kirk’s Small Animal Dermatology- 6th Edition, Sounders 2001

26- Joseph W. Bartges et al- Handbook of Small Animal Gastroenterology, Elsevier Science (USA), 2003.

27-Margaret V. Root Kustritz-Clinical Canine and Feline Reproduction:Evidence-Based Answers, Blackwell Publishing,2010

28- Peter A. Graham,Etiopathologic Findings of Canine Hypothyroidism- Vet Clin Small Anim 37 (2007) 617–631

29-Nelson, Richard W., Couto C. Guilhermo- Medicina Interna de Pequenos Animais- Editora Elsevier. Tradução da 14ª Edição- Sâo Paulo 2009

O preço que se paga por andar na moda


Eles estão nas telas dos cinemas, no colo de astros e estrelas, passeando de carro em propagandas, em blogs,  capas das revistas   e , pasmem vocês, sendo modelo em campanha de uma grife de cosméticos. Que isso não se espalhe, mas parece que o modelo orelhudo está fazendo mais sucesso do que sua antecessora, uma renomada top model.



Nos últimos três anos houve grande aumento no número de registros de bulldogues  franceses. Eles viraram moda. Ao contrário do que se acredita essa explosão "demográfica" não favorece em nada a conformidade ou a saúde da raça.
Sempre que uma raça se torna moda ela entra em zona de perigo, pois o número de exemplares costuma  crescer em proporção inversa aos critérios utilizados na seleção de cruzamentos e reprodução dos cães.

Sirley Vieira Velho







As 10 razões definitivas para você ter um amigo de estimação

Reportagem da Revista Crescer, outubro de 2010


Mamãe, papai e totó… Segundo o veterinário Marty Becker, autor do livro O Poder Curativo dos Bichos (Ed. Bertrand Brasil), no vocabulário inicial infantil, cachorro e gato estão no mesmo nível de papai e mamãe – portanto, se seu filho falou “au-au” primeiro que “mamá”, não precisa entrar em crise. E tem mais: entre as primeiras 50 palavras que uma criança diz, sete referem-se a animais de estimação. De onde será que vem toda essa magia que une pessoas e animais? Ora, ora, diante de tantos benefícios que eles trazem à nossa vida, fica fácil descobrir. Veja só: TER UM BICHO…

A elegância está nos gestos, não nas grandes marcas.



Lembre-se de que você pode parecer adorável tanto vestindo Prada quanto naquele vestidinho em petit pois by Dona Graça :)

Sirley

Exames complementares ajudam ou atrapalham o tratamento?

Há uma vasta gama de exames complementares disponíveis aos nossos animais de estimação. Eles vão desde exames de sangue, raios X , ultra-sonografias até tomografias computadorizadas e ressonância magnética. Tudo para que o veterinário possa confirmar um diagnóstico, auxiliando no raciocínio clínico e condução do tratamento.
Inúmeras são as possibilidades de análise, dosagem e pesquisa  no sangue. Desde células, sais, metais, proteínas, antígenos, anticorpos, enzimas, lipídeos, gases, hormônios, microrganismos (vírus, bactérias, fungos, protozoários), toxinas, medicamentos até a análise ultra-estrutural do DNA podem ser quantificados e qualificados.

Os 10 Pedidos de um Frenchie


Esse texto encontra-se na net na  língua inglesa. Não encontrei o autor original, então traduzi, adaptei e compartilho com os leitores do blog. Sirley Vieira Velho
Adoráveis e bem humorados eles enchem nossas vidas de alegria e ternura. O que esses anjos esperam de nós?
 
1. Minha vida deve durar entre 10 a 15 anos. Sou muito afetuoso e apegado ao meu dono. Me separar de você seria muito doloroso para mim, então pondere antes de me levar para sua casa.

 

Cistos interdigitais



Entre os dedinhos doendo e incomodando:


Edema severo em lesão crônica. Fonte: Small Animal Dermatology, A color Atlas and Therapeutic Guide

As dermatites interdigitais compreendem: pododermatite; foliculite podal e cistos interdigitais. São doenças multifacetadas. Costumam recorrer e podem ser difíceis de diagnosticar e tratar.

Alimentando filhotes por sonda.

Cuidar de filhotes sem mãe é o pior pesadelo de um criador.
Filhote alimentado por tubo e mamadeira. Fonte Skonbull

Mães podem morrer durante ou após o parto. Podem ter complicações que tornam seu leite tóxico para os filhotes. Isso acontece nas infecções, toxemias ou sepse. Existem inúmeras substâncias que são excretadas pelas glândulas mamárias contaminando o leite. Nesses casos o criador experiente só permitirá o aleitamento após controle do quadro infeccioso ou restabelecimento da fêmea.

Alguém já ouviu falar de alguma puérpera em estado grave internada em UTI e amamentando seu bebê? Ou quem sabe de alguma mãe na maternidade comendo feijoada? Assim fica fácil entender, não é?

Mesmo que não haja nenhum problema com a mãe às vezes temos de cuidar de filhotes prematuros ou daqueles que não conseguem mamar sozinhos. Se for possível, convém ofertar algumas gotas do colostro frequentemente na boca desses filhotes durante as primeiras 12 horas após parto.

Em ninhadas grandes a mãe poderá precisar de ajuda para alimentar os bebês. Para assegurar que todos mamem na mãe estabeleça a precisa identificação dos filhotes para o revezamento.

Queda significativa na produção de leite também ocorre com o uso de alguns medicamentos.

É sempre importante estimular o filhote a mamar. Devemos dar condições à mãe para se recuperar da cesariana lembrando que ela sente dor, medo e ansiedade que levam a quebra no processo instintivo. Convém ficar junto dela, tentar tranquilizá-la com palavras e afagos, em suma estar presente. Isso torna o animal doméstico mais seguro.

A alimentação artificial deve figurar como último recurso. Devemos ajudar, mas nunca atrapalhar a natureza.

Recém nascidos braquicefálicos em geral correm risco de broncoaspiração se alimentados com mamadeiras. Ao mesmo risco estarão sujeitos os filhotes prematuros ou fracos de qualquer raça.

Veja uma excelente video aula no Youtube


Para alimentação por sonda é preciso:



AU-KIMIA: Cirurgia: Megaesôfago devido à PAAD

Megaesôfago não é sentença de morte!


AU-KIMIA: Cirurgia: Megaesôfago devido à PAAD: "Série de fotos e vídeos da cirurgia de uma cadelinha SRD (Menina) de 2 meses de idade e portadora de megaesôfago congênito devido à persis..."

 Confiram a postagem do blog AU- KIMIA


Quem nos acompanha deve ter lido também o post da cirurgia da Bibi, portadora de megesôfago.

O empenho e a busca do saber são os instrumentos de trabalho daqueles se dedicam a salvar vidas.

Sirley Vieira Velho


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